domingo, 31 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
'cause lately I've been craving more.
Nos
conhecemos não faz muito tempo. Não lembro como nem onde, mas quando dei por
mim estávamos lá embriagados e rindo. Eu disso e você daquilo, era carnaval e
cada um tinha sua fantasia. Gostou da minha, hora ou outra achava um jeito de
me tocar enquanto fazia graça do meu laço no cabelo. E o seu chapéu sempre a
cair. Éramos dois perdidos que se encontravam no mesmo lugar.
“Vamos
dançar!” berrou enquanto agarrou a minha mão e me levou para a pista, nem tive
tempo de responder. Rimos enquanto inventávamos passos de dança, cada vez um
mais próximo ao outro. Disse que não podia estar la comigo, eu fiz cara de quem
não se importava. “É carnaval” respondi e te puxei para perto. Nos beijamos ao
som de alguma musica conhecida, eu me apoiando em você tentando não cair. Rimos
quando nos afastamos, quis beijar seu nariz e dizer algo doce. Seu chapéu caiu
em mim mais uma vez e esqueci porque estávamos lá, ou apenas o porquê de ainda
não termos partido.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
O amor é uma droga, e como tal irá consumi-lo até mais nada
sobrar. Tomará seus dias e suas noites, nas quais cada vez mais se encontrará
vagando sem rumo. E da sua sanidade.... desta ele zombará com todas as forças, fazendo
florescer cada esquina e trazendo raios de sol mesmo nos dias mais
tempestuosos. Pois aquele que nunca enlouqueceu de amor não conheceu a
felicidade.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
“Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas… existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor, que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente, e olhe pra ele, olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco… mas faz um bem danado depois que passa. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço, meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.”
- Caio Fernando Abreu.
sábado, 15 de dezembro de 2012
if our love's insanity why are you my clarity?
Abriu o
sorriso como quem desabrochava, abaixando o rosto tentando esconder o rápido
momento de vulnerabilidade. O que estava acontecendo? Onde estava a menina tão
dona de si e de seus sentimentos? Aquela que prometeu nunca mais se apaixonar.
Olhou
para ele confusa, procurando resposta em seus olhos. Ele respondia com mais
confusão, nunca entendendo o que se passava ali. Tentou se aproximar e ela
encolheu na cadeira tentando fugir, então apenas passou a mão em seus cabelos e
riu.
“Adoro
os seus cachos.”
“Eu
sei, sempre diz isso. Mais uma cerveja?”
“Você
sempre muda de assunto assim?”
“Que?”
“Me diz
algo que eu não saiba sobre você.”
“Essa
pergunta é minha.”
E virou
o resto do copo, se perguntando por que tantos anos depois ainda continuava com
os mesmos maus hábitos. Sempre a mesma pergunta, mas com respostas cada vez
mais distintas, mesmo que verdadeiras. Olhou mais uma vez nos olhos, gostava
deles. Eram meigos, lembrando os dela própria. Talvez fosse isso o que tanto a
atraia, essa falsa semelhança imaginada entre eles.
Deixou
as mãos se encontrarem e os dedos automaticamente se entrelaçaram, como um
antigo vicio. Sorriu mais uma vez, quase rindo. “Talvez seja só a cerveja. É,
com certeza é isso.” Continuava repetindo mentalmente enquanto conversavam e
seu corpo cada vez mais se inclinava em direção a ele. Beijaram-se mais uma vez
de forma longa e intensa, incomodando todos ao seu redor como sempre faziam.
“Me
leva daqui.”
“Como?”
“Pra
qualquer lugar, me leva para onde você quiser ir.”
“Tem
certeza?”
“Não.”
“Então
ta.”
E
naquela noite ambos sumiram. Buscou-se por anos e meses encontrá-los novamente,
mas sempre em vão. As únicas mensagens esporádicas consistiam de apenas uma
palavra: Alegria.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Quando
você partiu, senti um pedaço meu indo junto. Era algo importante, grande,
insubstituível. E por isso passei meses a procurá-lo de volta. Em cada pedra e
esquina eu observava. Em cada cheiro e beijo novo eu tentava senti-lo, mas
sempre sem sucesso.
Então
os meses se passaram e, quando eu menos esperava, não havia mais vazios em mim.
O que me faltava agora se encontrava em seu devido lugar, como se nunca tivesse
partido. E essa era a verdade; não era eu quem deixara de ser completa com a
sua partida, e sim você que carregava um presente meu.
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