quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Meme

Já que não tenho nenhum texto novo para postar aqui e o desabafo idiota que planejei escrever mais cedo era.... idiota; vou postar essa adoravel brincadeira que a B. me mandou. Até agora estou escolhendo roupa para poder sair com ela, sou uma desgraça.


Regras:

Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir embora daqui/ Passar o meme para 8 pessoas/ Comentar no blog de quem lhe passou o meme/ Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da "intimação"/ Mencionar as regras.

1. Passar para Medicina na UFRJ, ESSE ANO AINDA! (ou pelo menos voltar a estudar para não tornar a derrota tão humilhante);
2. Aprender a esquecer alem de perdoar;
3. Fazer dieta ao inves de mentir para mim mesma que começarei amanhã;
4. Nunca largar da unica pessoa que me traz lagrimas de felicidades esses dias, mesmo que ele não saiba disso tão bem quanto deveria;
5. Aprender a tocar piano, cozinhar e desenhar algo alem de bonecos de palito. Nunca é tarde para realizar sonhos infantis;
6. Ter sempre mais palavras fora de mim que dentro;
7. Viajar. Não importa pra onde;
8. Gostar de mim;

and the Oscar goes to:
Zi

Diego

Rice

Chaka


é. não tenho oito pessoas. fazer o que!?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

I don't believe that anybody feels the way I do about you now.


Ele é todo olhares, e eu sou o adeus. Todo risos, abraços e chamegos; e eu o medo. É as sete da manhã da primavera com pássaros a cantar, a covinha do sorriso sonso; eu o mais escuro da madrugada. Todas aquelas coisas que não entendo juntas, a falta de significado na lógica; e eu as palavras. É o resumo, o bruto, o sucinto; eu sou prolixa até o fim. Ele é vontade; eu sou necessidade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

they only say things you want to hear.


Desatados os nós do cabelo, solto o cigarro queimado dos dedos é isto o que me resta. Uma pele branca, um cabelo curto demais, torto demais, e um sorriso. Daqueles invejáveis, “de orelha a orelha”, com dentes tortos à frente e paixões por traz.
Secas as palavras são os meus olhos que choram, por dias em seco, ecoando em cada gota, prolongando-se em cada lagrima a rolar pelas bochechas grandes. Sussurram, conspiram, soluçam e minha língua continua imóvel. Cada fonema perdido por você é uma pequena morte em meu coração.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

my voice is an echo

É como uma fome sem vontade. Um desejo por carne, mas não da que se come, da que se toca. Um peso no ar à volta, um cheiro desconhecido, sem significado, uma textura invisível. A explosão de estrelas internas formando sóis apagados, em um universo remexido. Chove sem que as gotas encostem-se a qualquer lugar, tudo continua seco, rachado, indiferente ao relógio que bate no fundo.
O grito que corta a navalha silenciada ecoa no abismo de paredes tortas, expande-se por um infinito esburacado.

sábado, 9 de agosto de 2008

I said it's too late to apologize.

Vestiu-se devagar, calçou a primeira bota e tateou o chão pela segunda. O quarto escuro com a janela aberta não lhe exprimia nada, nem mesmo o outro corpo sentado na cama a alguns metros. Respirou uma, duas vezes. Repassou as imagens na mente, procurava partes da roupa tropeçando no piso incerto. Olhou-se rápido no espelho na parede, havia tantos ali, um gosto azedo inundou-se na boca, o estomago revirou mais uma vez. Trocaram palavras sem significado, só pelo falar, talvez fosse melhor ficar em silêncio.
Os pés doídos seguiam seu próprio ritmo, com um rumo ainda incerto. A lua brilhava forte no céu, cheia, cúmplice observadora de tudo. Encheu os olhos de vergonha, afogou-as com a palma gelada da mão. Respondeu o perguntado por educação, não sabia o que estava sendo dito ali. Sorriu e entrelaçou os dedos, mais um de tantos atos falsos. A mentira separada em dois corpos opostos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008



Quando a saudade aperta, tudo segue o movimento. Como se cada órgão espremesse contra o outro, na ilusão que se eu ocupo menos espaço, talvez a falta que você faz nele também diminua. É bem ilógico na verdade, não me faz o menor sentido, mas é a verdade.
O coração dói um pouquinho, como se pequenas agulhas espetassem devagar, e logo encolhe até o tamanho de uma noz pronta para ser quebrada. E todo o resto parece seguir o movimento automaticamente; a garganta aperta em um nó, a boca seca, o estomago revira até as paredes encostarem, tudo se junta sistematicamente, explodindo em um brilho aquoso no olhar. São segundos tão longos que é possível contá-los em anos.
Agarra-se as pontas de um fio invisível, segurando com força para não cair.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

why so serious?



O sangue escorrendo pela parede,
Os gritos ensurdecedores,
As lágrimas pingando no chão.
A mão forte que lhe ia ao rosto,
E os risos diabólicos.
As roupas rasgadas e jogadas,
O corpo frio e semimorto,
Atirado no azulejo branco.
O grito implorando por socorro,
A corda que passava pelo pescoço,
Abafando o choro e tirando o ar.
As pernas que já quase não se debatiam,
E os olhos que começavam a cerrar.
Deixou-a, lá, assim,
Nua, atirada, morta, humilhada,
Afogada em seu próprio sangue.

Poema surgido em meados de outubro de 2006. filho unico. meu orgulho.